Quem o diz é dirigente da UNITA, Fernando Heitor. Um dos vice-presidentes da Assembleia Nacional, Fernando Heitor receia que com a aproximação das eleições a situação pode complicar-se ainda mais, acrescentando que o discurso político de alguns dirigentes não ajuda a mudar o quadro.Para o dirigente da UNITA, a situação é mais grave no interior do país, onde militantes do seu partido são constantemente perseguidos. Lembrou que a democracia pressupõe tolerância, respeito pela diferença, ética na política e eleições regulares. Fernando Heitor acredita que alguns dirigentes nunca leram os clássicos da política .?A maior parte dos políticos deste país, aqueles que ocupam cargos no Governo nunca leram Platão, não sabem o que é ética, nunca leram Aristóteles, alguns preocupam apenas com Maquiavel. É preciso ler Sócrates, Aristóteles e Platão para entender o que é a ética, o que é a política com responsabilidade social.
Quem assume posições partidárias tem que olhar para os outros como sendo todos os angolanos e tem de encontrar engenharias económicas e financeiras para resolver os problemas de todos, independentes da corda camisola?- acentuou.
Fernando Heitor denunciou ainda que a privatização do património do estado está a ser feita à favor de algumas famílias políticas, facto que considera bastante grave. Afirmou que a economia de mercado tem que ser virtuosa e se pautar por políticas com muitas perversidades, ela não se desenvolve. «Fazem-se privatizações numa conversa de restaurante. O património do estado tem de ser privatizado através de concursos públicos, dando-se a oportunidade à todos que pretendem concorrer e que vença o melhor projecto, o projecto que traga valor acrescentado ao país. O que nós vemos neste país é que o património do estado continua a ser privatizar de forma vergonhosa e descarada» - referiu.
O dirigente da UNITA, disse, por outro lado, que um dos grandes problemas em África é que os que estão no poder não pensam em abandonar o lugar e cria-se situações como a que se vive no Quénia, um país que até há pouco tempo foi um exemplo de estabilidade no continente.
Comentário:Isto acontece, porque a maioria dos políticos e partidários do MPLA, quando tomaram o poder sobre Angola, fizeram-no a pensar primeiro no saque e enriquecimento próprio e pessoal, e só tardiamente (actualmente) é que começam a politizar-se, no sentido de evoluirem e acompanharem as filosofias da ética, da política e da sociedade.Como a maioria dos políticos e partidários do MPLA, já estão caducos e burros velhos sem capacidades para aprenderem os métodos democráticos, vai ser difícil fazê-los abdicar do lugar e da política do saque e da descriminação social.Eles vão querer continuar a comer do bom e do melhor, continuando a privatizar e a hipotecar o país, de acordo com as necessidades dos seus bolsos e das suas famílias.
O problema, é que os partidários e políticos do MPLA, nunca sofreram na pele o fenómeno do exílio político, após a independência.Nunca passaram por privacidades.As saídas dos partidários e políticos do MPLA, para fora de Angola tinham outros objectivos.Lavagem de divisas, e boa vida para os seus familiares, boas escolas e Universidades na Europa, ou viagens únicamente turísticas.Nunca revelaram interesse, em trocar ideias e experiências com outros sistemas democráticos.Aliás, tenho muito dúvidas que eles saibam o que significa "democracia".
Se eles tivessem sofrido na pele, o exílio forçado no exterior de Angola, muitos deles estariam melhor preparados democráticamente, para implementarem a DEMOCRACIA no seu país.O exílio, tem como consequência a daptação e a aprendizagem, através das trocas de novas ideias, a outros sistemas democráticos.Outra visão, sobre o funcionamento da democracia.O exílio forçado, neste caso pode ser uma vantagem enriquecedora, para os que o sofrem na pele, e para o futuro funcionamento da democracia em Angola.Os que nunca, passaram por este fenómeno, têm receio que as filosofias dos exilados possam retirar-lhes o poder, que eles vão tentar impedir que os obriguem a "abandonar".Um bom exemplo do que eu acabei de salientar, foi a tentativa por parte do MPLA e do Presidente da Nação, ao impedimento dos angolanos residentes fora de Angola, de puderem exercer o seu direito fundamental de cidadania.O direito ao voto.
Angola precisa de um novo "oxigénio".Os velhos caducos e as suas famílias, já roubaram e já fizeram sofrer demais, Angola e os angolanos.
O voto, é uma arma valiosa e importante, que deve ser usada para dizer "BASTA" e rua com os imperialista e colonialistas do Poder Popular Privado
Isto é Angola...
Em Angola, não se passa nada...
Angola recomenda-se...(pelo menos Sócrates e Fidel Castro recomendam, cuidado com as catanas afiadas,(símbolo da bandeira da nação), com as doenças endémicas( doença do sono, malária, cólera, HIV), com as emboscadas, com a "gasosa", com as ameaças " não há fumo, sem fogo" com a contra-informação, com as perseguições aos jornalistas e imprensa privada, com as descriminações raciais no B.I, cuidado com os saques dos internacionalistas.Tudo isto, em nome do " Poder Popular " e do MPLA).



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