Sábado, 24 de Novembro de 2007

Diamantes



Produção diamantífera causa danos ao ambiente
Natacha Roberto

A exploração de diamantes tem causado grandes danos ao meio ambiente, provocando o desperdício das lamas e restos das rochas. A constatação é do professor da Universidade Agostinho Neto (UAN), João Serôdio, durante uma conferência para os estudantes da Universidade Católica de Angola (UCAN).
Dissertando sobre "A exploração dos diamantes e Ambiente", o ambientalista disse que os exploradores de diamantes devem, como regra obrigatória, efectuar uma pesquisa científica para melhor utilização dos inertes.
João Serôdio acredita que os inertes podem ser transformados em materiais de construção, de pavimentação ou outra forma de aproveitamento, evitando assim, a acumulação e problemas no futuro.
Com efeito, os governos devem impor às entidades minerais uma série de regras de cumprimento obrigatório, para melhor preservação do ambiente.
O professor universitário defende a manutenção da paisagem natural e original, para que os autónomos prossigam a sua vida com dignidade, durante os trabalhos de exploração.
A conferência que decorreu sob o lema "Diamantes, Ambiente e desenvolvimento" é promovida pela Universidade Católica de Angola (UCAN), sob a égide do Centro de Investigação Científica da instituição.
O diamante em Angola foi descoberto em 1912, no Ribeiro Mussalala, afluente da margem direita do rio Chiumbe, não longe da fronteira com o Zaire. A descoberta em território angolano estimulou a criação da Companhia de Pesquisas Mineiras de Angola, em Setembro do mesmo ano.
Actualmente, Angola está em quarto lugar com 7,9 quilates, como um dos países com maior produção de diamantes, depois da África do Sul (terceiro) com 15 quilates, e em primeiro e segundo lugares o Botswana, com 31,9 e Rússia com 20,1 quilates.

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